Meio Devaneio
www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=D9AFMVMl9qE#!
Nem de Praia Eu Gosto

Você é ensinado desde a adolescência a crer que tem o controle sobre tudo em sua vida. Você teria se não vivesse no mundo e sim numa bolha… 

É besteira e ignorância querer, ou pensar ter o poder, de decidir o que os outros são, serão, sentem ou sentirão. 

E com o ar de um falso sábio conseguirás julgar toda e qualquer pessoa. 

Eu vivi e convivi com isso por muito tempo e quase que me torno só mais um desses. Ah e eu volto de novo ao ex e como ele é assim, só que não… Isso é muito mais complexo e abrange muito mais gente que o bobinho x.

Ai como cansam essas pessoas que são como ondas… Do nada elas vêm, inundam sua vida, algumas chegam a ser verdadeiros tsunamis não é mesmo? Tudo bem, estamos pagando pra ver mesmo.

Mas quando essas se vão, elas levam uma boa parte do tudo que foi construído em muito tempo (as vezes) e voltam de onde vieram, do nada. Sortudo aqueles que conseguem vê-las novamente como nada.

Cheguei de ser litorâneo!

Nenhuma “pessoa onda” me acerta mais… 

Nem de praia eu gosto.

E nem importa quantas vezes eu queira desistir e seguir sendo mais um, o meu caminho insiste em cruzar com o de pessoas boas e maravilhosas que acabam mudando tudo e consequentemente me mudando mais um pouco.

Sempre tão dispostas elas apostam muito, quase tudo, no fofinho aqui. Com aquele instinto maternal, as vezes sorrateiro e com malícia demais pra chamarmos assim, querem chegar, mudar, e tudo isso de um dia para o outro. Sem nem perguntar… Ninguém nunca precisa saber de nada que eu quero se eu prefiro ficar quieto?

Ao se aproximarem muito de mim a primeira coisa que sempre ouço é: “O que você tem ai? O que você está escondendo ai?” e eu nem tava escondendo nada… Nada além do medo. O mesmo medo que me faz ficar cego e jogar apostando tudo e qualquer coisa, no escuro. Mas quase ninguém sabe.

Eu sigo colocando barreiras onde não tem nada. Eu desconstruo coisas desnecessárias, transformo o caminho certo sempre em incerto… Porque tá tudo tão fácil pra mim? Vou estragar. Auto sabotagem ou um tirano implacável dentro da minha própria cabeça que não me deixa seguir por caminhos comuns, que qualquer outra pessoa iria sem se preocupar.

Eu condeno tudo, por dentro.

Desafiando tudo, jogando com todos. Jogando pra ver e não pra vencer, como é o espero de todos. Um competidor nato, que não busca a vitória. Testando tudo e mais uma vez todos, só pra ver se o castigo vem mesmo. 

“Ele quer tanto ficar com x pessoa que acaba esquecendo dele”, e na verdade eu nem quero. O alguém que eu queria ter é simplesmente aquele alguém que sempre tive de VERDADE, eu. Sem essa vontade de testar tudo e sempre achar que não mereço, mas vamos apostar pra ver o quanto aguenta. Será que isso é pra ser meu mesmo? Vamos testar. Eu contra o meu juiz implacável tirano, quase um ditador e tudo isso dentro de onde nunca existiu nem se quer um resquício de nada parecido. Uma vontade de fazer mal, mas não pro mundo, não pra alguém fora, eu.

Mesmo.

I time every journey to bump into you, accidentally
 I charm you and tell you of the boys I hateAll the girls I hateAll the words I hateAll the clothes I hateHow I’ll never be anything I hateYou smile, mention something that you likeOr how you’d have a happy lifeIf you did the things you like

I time every journey to bump into you, accidentally

 I charm you and tell you of the boys I hate
All the girls I hate
All the words I hate
All the clothes I hate
How I’ll never be anything I hate
You smile, mention something that you like
Or how you’d have a happy life
If you did the things you like

Não importa quantas vezes você volte a acreditar que precisa de alguém, os outros sempre estarão lá para falar que você pensa que precisa, que é tudo uma grande besteira e que escolhemos viver de um jeito dramático e desnecessário. E irão repetir sempre, até que um dia você baixa a guarda e quando percebe tá concordando com isso.

  • Olha só o que achei nas minhas coisas! Um texto que deveria ter sido publicado aqui, quando este Tumblr ainda fazia sentido, mas na época não publiquei sei lá porque… Enfim, leiam ae:

 As roupas ainda jogadas pelo quarto, a mala num canto, nem se incomodou em arrumar se importava apenas em mostrar o quanto queria que eu estivesse ali como nos velhos tempos. Sua língua movendo-se rapidamente e deslizando de um jeito forte e romântico, tudo como eu queria. Sentir os meus e os teus músculos ficarem tensos em sincronia perfeita, era mágico. Não vá negar que bailávamos no mesmo ritmo, sempre. Passada a euforia eu sempre te olhava fundo esperando ver aquilo que não ouso falar o nome, alegria, excitação… Mas me deparava com dois poços negros, sem fundo, frios e cheios de… Nada.

Sentia umas pontadas, uma angustia e você não era aquele lá do começo, quem era esse que estava aqui nesses últimos tempos? Ou será que andava eu tão distraído que nem me toquei que esse é o mesmo de todos os outros tempos? Eu nem queria a resposta, nunca quis. 

 Desculpa eu sempre soube, sou muito perceptivo e meu dom pra analisar quase nunca falha. Tinha algo estranho, olhos transbordando malícia, vingança, me vendo como presa. Desculpa de novo, deixei você pensar que eu era uma presa e se fui, foi porque quis.

 E essa era a sua parte que eu, secretamente, sempre quis revelar, possuir, libertar. E agora estava prestes a vê-la e ter de encara-lá de frente. As vezes você percebia que eu sabia de tudo o tempo todo. Você era mestre em enganar as pessoas e gostava. Eu nunca quis te provar que a mim, nenhuma de suas historinhas servia, eu apenas as engolia por vontade própria. Ah, é tão doce e triste saber que a única pessoa que pode me enganar sou eu mesmo… Eu queria ser um dos mais um. Mas nunca fui.

Nada como manhãs frias de Outono pra te ajudarem a perceber no quanto você foi deixado lá pra congelar.

“Não tem espaço pra você aqui, fica ae fora e às vezes te chamo pra entrar”.

Ele não disse.

Ninguém disse, e era sempre só deixar por isso mesmo…

Ah! Essas coisas a gente sabe, a gente sente mesmo não querendo.

E daí quando me perguntam por que eu sempre “ia”, eu dava a desculpa de que sempre “ia” porque a vida é assim mesmo nós vivemos uma única vez e se não fosse aquela hora, talvez não seria nunca. E a verdade era que eu sempre “ia” porque nunca tinha “vindo”.

Vim embora.

Já vivi muito do “só se vive uma vez” indo pra ele e agora resolvi vir pra mim. Só se vive uma vez mesmo e se eu não voltasse agora pra mim, quando voltaria?

E ele também só vai viver uma vez, mas ele viria ou só permaneceria lá?

Os dias vão se arrastando, as vezes como uma brisa leva de Primavera, as vezes como correntes pesadas e enferrujadas arrastadas por almas penadas.

Mas tudo bem…

Você não vem e eu tenho sorte mesmo.

Tudo vai dar certo!